O que és tu comparada com a brisa da noite sobre o meu corpo nu?

Mataram-me o corpo
Amputaram-me a alma
Roubaram-me o riso
Pilharam-me os amigos

Mas eu levo-te a tribunal
O amor nunca falha
Se existem profecias elas serão anuladas
Deixem passar o amor

E as coisas que ficam em segredo
Dentro da vergonha e da amizade?

Nós somos um para o outro a ponta de um Iceberg mascarado

Não és assim tão importante,
O que és tu comparada com a brisa da noite sobre o meu corpo nu?

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O Amor não tem depois

Depois veio a palavra e assim que nasceu olhou para trás curiosa de perceber se existia algo antes dela.
Irremediavelmente se enamorou do Verbo, assim que fundiram os olhares, criação e criador.
A primeira historia de amor, na verdade, a estreia do Amor virginal, genuíno, verbal. A poesia que nos abençoa e simultaneamente nos faz tão mal.
O inicio de tudo, uma explosão, um Big Bang de amor, poeira etérea de infinitas praias desertas de areia branca em forma de Amor policrômico, os átomos juntaram-se e estão agora por todo o lado, pois não existe espaço nenhum entre nós,
eu o leitor estamos neste momento abraçados por átomos e outras definições cientificas que eu não percebo nada, mas penso entender o essencial, sinto verdadeiramente que estamos todos juntos unidos por energia invisível, eu e o leitor neste momento estamos juntos e muito me entristece sentir as vossas mágoas meu irmãos. meu coração entra em erosão por sentir vossas tristezas, vossa inexplicável mas tão claramente visível e palpável solidão. Entristece-me ouvir a palavra amizade e compreensão, é que tal coisa não existe, tudo o que existe é união.
Amizade é coisa entre dois sujeitos diferentes, mas se não existe um igual ao outro…? então não somos todos únicos? Alguém tem a coragem de me dizer que não? pois venham que eu vos abraçarei e beijarei o pescoço e a mão para que sintam materialmente essa união que muitos não vêm nem têm fé, é como o vento, Em verdade vos digo:
-Somos todos uma enorme explosão de amor que se move ama e se destrói sozinha, olvidando verbo e palavra e que abandona o Amor virginal que nos criou.
o Amor é fiel, o amor teve um antes mas nunca terá um depois.

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Filha do Sol

Havia uma mulher que nasceu no corpo de um Homem.
A primeira coisa que nos vem a mente é o drama; a tragédia de tal “erro” da natureza, não reconhecer o próprio corpo. Mas deixem que vos diga, essa mulher ou homem, é dos seres mais poderosos á face da terra; ao ponto dos próprios deuses temerem os seus poderes. Este ser andrógeno é a união de todas as virtudes do ser masculino e feminino; e pode desfrutar dos prazeres dos dois sexos.
È um ser divino que não é assim tão comum nos nossos dias, talvez seja o aperfeiçoamento da raça como profetizou Darwin; só o Diabo sabe, mas eu acredito na teoria de Platão quando afirma que o primeiro ser humano era precisamente a união dos dois sexos, um corpo com quatro pernas e tantos braços, duas cabeças, sexo masculino e feminino.
Zeus não teria ficado satisfeito com essa criação, isso sim, foi um erro, ate os deuses cometem erros caros leitores, não nos levemos tão a sério. Lá estou eu a desviar-me do assunto, perdoem-me mas escrevo para conversar com o leitor e as minhas conversas sempre começam num assunto e vão em diagonal na direção do destino culpado desta escrita.
Pois bem; para corrigir o Seu erro, Zeus decidiu cortar em dois a sua criação para evitar que pudessem ser uma ameaça para os próprios deuses. Desde então existem o ser masculino e feminino que vagueiam na procura da sua metade perdida.
Então é isto, esta mulher que encarnou no corpo de um homem não procura ninguém, não conhece saudade nem solidão. Não procura nada porque se sente inteira, nela tudo é concórdia e paz. Este tipo de ser divino leva-me a pensar que Prometheus ainda anda por ai em nosso auxilio.

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Ela é a lua 

Foi então que olhei para ti e contemplei o abismo da minha alma.
Ver-te pela primeira vez, mergulhar no infinito do teu olhar…

Mas que encanto é esse da lua, da sua luz amena reflectida no mar negro espelhando doçura nas almas ondulantes e contempladoras dos amantes sonhadores? incessantes buscadores da paz pelo belo.

O que é a lua ao pe de ti minha amada?

A lua não é nada diante da tua beleza enternecedora do teu rosto luminoso de toda a perfeição da luz etérea.

Teu rosto alvo e doce do mais santo mel, teus cabelos negros de veludo e todo um oceano de amor e ternura no teu santo olhar que tudo entende e humildemente perdoa.

A lua ocupou um lugar que é teu meu amor.

Esse lugar no firmamento, no escuro da noite intermitente e eterna.

Ali é o teu trono onde reina teu olhar divino para que todos os humanos, todas as flores e plantas possam receber o brilho eterno e revigorante do teu sorriso e olhar hipnotizante. 

Para que toda a natureza te possa contemplar e namorar.

Para que toda a criação, anseie pelo pôr do sol incandeante e pela rósea luz de teu rosto sereno e feliz, se torne na alvura da tua face, abençoando todos os que te olham e desfrutam do teu fiel amor, pois és só de cada um que te olha la em cima no céu, namorada pelas estrelas, onde todas as noites cumpres a promessa de um amor eterno e fiel para que todos sejam felizes na dor terrena do viver solitário.

Sim minha amada! eu destronarei a lua com a coragem de orfeu, essa impostora que já nos engana há tempo de mais.

Por ti, por mim, por todos e pela justiça divina para a paz dos seres, para que vivam felizes no teu divino e luminoso olhar que um dia tive a benção de receber.

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Poema da Vida

A minha vida não é nenhum poema,
É tragico, bélico,
Não há diabo que entenda.

Morrem pais, mães,
Filhos, amantes,
Desde o dia de hoje
Jamais será como dantes.

Não é verso, não tem tempo
Estou soterrado em cimento
Acabei de acabar
Já me tiraram, vejam bem até sonhar!

Mas como estátua permaneço
Homenageio o sofrimento
A solidão, o abandono
O exacerbar do sentimento.

O meu intestino vomita,
O meu estômago é violento.
O meu estômago assina qualquer documento.

E assim vou indo
Empurro com a barriga,
Protejo o coração
Agora mais fraco que uma contemporânea canção.

Sem ritmo nem sentimento,
Não existe um momento de alento,
Wm meu peito um peso imenso
Não há espaço para alimento.

Num deserto invisível
Nem um grão de areia me anima,
Dunas de poeira divina
É certo, comigo não combina.

Meu caminho é certo,
A dor, meu alimento
O horizonte aqui bem perto
Empedernido de cimento.

Um corpo estranho
É esse o meu sentimento
E a prova, meus amigos,
É o vosso afastamento!

Tu meu amor,
Minha paixão eterna,
Porque me abandonaste?
Perdido no mar, nem uma bóia me mandaste!

Minha princesa,
Não queres saber se morra ou viva,
Viste-me no abismo e recolheste a mão
Depois de anos e anos de paixão.

Esventrei-me perante ti.
Tudo o que viste foi uma camisa
uma camisa suja,
Afastaste-a com os pés como algo que já não se usa.

Vestiste-a orgulhosa
Quando não estava amarrotada,
Agora suja fora de moda, esburacada,
Não serve de nada.

O incómodo incomoda,
Desequilibra a harmonia
Harmoniosa de mentiras,
Expulsa o estranho, mete fora.
O metal pobre na carne, nunca se demora.

Qual pobre, que rico?
Ignorante num castelo,
Mendiga um penico!

Poema? Qual poema?
Esta merda nem merece que se escreva
Para o caralho vocês os vossos poemas!

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Á Felicidade sem H

Hoje é dia da felicidade,
Sua puta,
Que assim que me tiveste logo me abandonaste.

E inventaste a saudade
Sem me ensinar a desinventar.
Deixaste-me para aqui sozinho
Á deriva perdido sem sequer saber nadar.

Mas não faz mal,
Não nos vamos chatear por isso,
Que eu inventei o cantar
E sozinho criei o riso.

E sou alegre sem ser feliz.
Não preciso de ti nem tu de mim.
Tu gostas é de gente falsa e ignorante.
Eu sou um marginal e sou mais Eu sem ti.

Sua Puta!
O que tens tu contras os que amam?
Que mal te fizeram os que sonham acordados?
Os que pensam adormecidos,
E erram pela terra preocupados?

Só queres saber de putas e cabrões
que nao te questionam.

Odeio-te cabeça de ganso.
Que façam de ti foie gras
Para satisfação dos pobres imbecis
Que eu faço um banquete com o meu pranto.

Odeio-te.

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Poema da Mulher

Poema da Mulher

Hoje é o denominado dia da mulher.
Um dia muito triste para o vosso cronista.
Porque parece um dia normal
e não é mais festejado do que o Natal.

Pois existe coisa mais sagrada que a mulher?
O mundo devia parar assim estático.
Para que ate o astronauta consiga observar
A homenagem do criar.

Qual astronauta sem criação?
Mulher é o inicio e o fim,
O caminho a estrada e os arredores.

E se este mundo nunca viu pior,
Acontece porque elas observam, o seu coração dói,
Enquanto o músculo da ignorância é mais forte
E vence a concordância e a compaixão.

Alguém aqui nao tem mãe?
Não no sentido do erro da fatalidade mas cientifico.
Essa ciencia que tudo explica
Alimentada vestida e aumentada por aquela que tudo significa.

Como assim dia da mulher?

Sem ela ninguém podia inventar semelhante aberração.

A benção que nos foi dada do respirar corrompida pelo ego e pela negação,
Pela força bruta de alguma falha de nutrientes na amamentação

Não encontro explicação.

Se todos temos uma mãe
E muitos uma mulher,
Alguém ja olhou fora do seu corpo
E viu o que sucede?

Pois nao me parece.

Não ha nada mais sagrado do que a mulher.
Tanto que o adjectivo não existira sequer.
Porque é intocável irrepreensível,
Fez nascer uma palavra e antes disso
Tudo o que algum sexo ou corpo requer.

Ter um colo uma casa.

Existem por ai pais de alto calibre, mas não existe colo como o da Mãe.
Habitam o planeta pais que o são e alem disso também são Mãe.
Mas nunca o são na realidade e eles sabem.
Ou porque o tiveram ou provavelmente não.
Todos reconhecem que nunca foi criado colo como o da mãe.

Mulher é criação amor e tudo o que interessa.
Onde esta o ministério das mulheres?
Essa instituição que cuida de todos nós
De maneira materna.
Que se interessa por seu seu filho e mais ninguém.

E nao somos todos filhos?
E nao temos todos mãe?
Pois não há melhor partido do que o da mãe.

Votar no que?
Existe democracia que não tenha sido criada por uma mãe?

Então a anarquia não é mais do que o amor de mãe.
Eu acho.
Entregue a todos por quem lhes quer bem,
E a propriedade compreendida por qualquer mãe
Protegida por qualquer e toda a mulher
Que a única propriedade que quer é a do filho e da mulher.

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